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Carta aberta aos padres: em obediência à continuidade dos templos fechados

Caríssimos Filhos no ministério ordenado,

Graça e paz!

Misteriosamente nós estamos vivendo uma espiritualidade do advento dentro do tempo pascal.

O momento nosso é de esperança, de uma noite que estamos aguardando o sol raiar. Momento de aquietar o coração para a experiência profunda do Deus Vivo que permanece conosco. O suportar a ausência é um dos momentos mais difíceis, mas neste instante é um dos mais necessários.

Preciso lembrar-lhes que agora, tudo deve ser redescoberto a partir da PRUDÊNCIA, palavra pequena e que de forma sucinta, pede-nos uma postura de homens maduros. Você já me ouviu dizer diante da presença eucarística, que na “aparente ausência”, encontra-se a plenitude da presença. Na aparente imobilidade, a plenitude do encontro. Devemos, portanto, “ser como Maria, sentar aos pés do Mestre, e escolher a melhor parte”.

Somos homens do Espírito meus irmãos, e por isso, não somos chamados a nos adiantarmos nem nos atrasarmos ao Espírito! Somos chamados a ser conduzidos por Ele.

Sejamos sábios, pois nada em exagero irá expressar a verdade que Cristo nos pede para anunciar. A OBEDIÊNCIA vai testemunhar que não estamos em busca de “atrativos”, que pouco evangelizam e sim, descontextualizam a nossa consciência cristã em defesa da vida e do cuidado com a mesma. Não é hora de nos basearmos em adornos, se o pedido da Igreja é que permaneçamos em UNIDADE e sobretudo, em nossas casas.

Meus irmãos, não é hora de apostarmos no mero devocionismo! Precisamos usar nossa criatividade para ficar um pouco mais dentro do coração D’Aquele que é a razão de nossas vidas. Não podemos reafirmar para o povo com determinadas atitudes que eles estão órfãos, quando nosso povo precisa sair às ruas e arriscar a saúde para ver a presença de Jesus Eucarístico.

As igrejas não precisam estar abertas para dizer da nossa acolhida e sensibilidade. O povo nos entende muito mais do que imaginamos, sabe do nosso desejo de estarmos juntos e podermos celebrar os sacramentos com eles. Porém agora, independente do que os Decretos Municipais sinalizem, os especialistas em saúde insistem e a Igreja reafirma que é um ato de CONSCIÊNCIA prevenir.

Se Jesus veio para Vida e nos concede em abundância a mesma, não podemos criar espaços de possível contaminação e sem cuidado pelos que estão mais vulneráveis. Assim, concluímos que se TODOS ainda não podem estar nas celebrações nesse momento, esperemos o tempo oportuno de TODOS, “para que nenhum deles se perca”. Em breve cantaremos todos juntos com o salmista: “Que alegria quando ouvi que me disseram, vamos a casa do Senhor”.

É preciso paciência. Daqui a pouco tudo vai passar! É hora de sentar com o Senhor no cômodo mais íntimo de sua casa e ficar com ele. E este momento que ele está dando para nós, corremos o risco de passar a nossa vida sem perceber que o Único necessário morou em nós. Se puder, fique em casa! A única forma de vencermos este vírus é com o isolamento social.

O tempo é de simplicidade, de acolher o silêncio e o mistério que não alcançamos muito bem. Assim como a onda precisa recuar para tomar impulso e ir mais longe, esse é o nosso momento. Estar consigo mesmo para daqui a pouco se dar em plenitude e o máximo que você pode.

Que Nossa Senhora do Silêncio nos acompanhe nesta travessia! Fiquem em paz!

† Aloísio Vitral

Bispo de Sete Lagoas

 

Voz do Pastor

Dom Francisco Cota

Dom Francisco Cota

Em 10 de junho de 2020 foi nomeado pelo Papa Francisco, o sexto bispo da Diocese de Sete Lagoas (MG).

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