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Pastoral da Diversidade Sexual: sexualidade e plenitude humana

A Pastoral da Diversidade Sexual  tem como proposta acolher, acompanhar e cuidar da dignidade humana daqueles que nem sempre receberam ou recebem, da parte da família, da sociedade, da escola, do Estado e da própria Igreja, postura de compreensão, acolhida, reconhecimento e apoio afetivo e social.

O seminarista diocesano Lucas André Pereira da Silva, Bacharel em Filosofia e estudante de Teologia pelo Instituto de Filosofia e Teologia Dom João Resende Costa da PUC Minas, realizou uma pesquisa acadêmica acerca deste trabalho pastoral e o debate sobre a homossexualidade junto a Pastoral da Diversidade Sexual da Arquidiocese de Belo Horizonte – Paróquia São Francisco das Chagas. Tendo como método o acompanhamento da Pastoral da diversidade sexual e a pesquisa bibliográfica em torno do tema.

Estamos acompanhando a triste realidade da Igreja no Chile, e vários outros casos pelo mundo, antigos e novos, no campo da sexualidade, que muitas vezes é mal resolvida. Já é hora de tratarmos com maior responsabilidade e respeito essa dimensão humana necessária para uma perfeita complementariedade na existência, inclusive para aqueles que optam pelo celibato. É missão de todos apoiar, caminhar juntos, unidos como um só corpo, para que esta unidade entre irmãos seja testemunho da verdade cristã.

O único caminho a ser trilhado é o de escutar, de rezar juntos, de olhar a realidade com coragem, mesmo se com vergonha, para reconhecermos erros e curar as chagas escavadas com profundidade na pessoa, no povo de Deus em sua inteireza.

O site Vatican News destaca que a ação tomada pelo Papa Francisco olhando para o sofrimento do Chile e do mundo, que enfrenta a chaga dos abusos de poder, de consciência e sexuais cometidos pelo clero, é uma grande ação pastoral, que se move no respeito e no serviço. “Ubi cáritas et amor, Deus ibi est. Simul ergo cum in unum congregamur: ne nos mente dividámur, caveámus. Cessent iúrgia maligna, cesset lites. et in médio nostri sit Christus Deus”. Antífona usada na celebração da ceia do Senhor, tradução nossa: “Onde há caridade e amor, Deus aí está. Como um nos congregamos: nem em pensamentos sejamos divididos, cuidemos. Cessem os impulsos malignos, cessem as divisões. E em nosso meio seja Cristo Deus”.

Mediante a observação da ação pastoral da diversidade sexual podemos concluir que neste contexto de mudanças a Igreja, ainda inspirada pelo Sagrado Concílio Vaticano II, consegue chegar às periferias da humanidade com aquela palavra acolhedora e que anima o ser humano na busca de uma vida digna, na busca de Deus. Deve a pastoral continuar cada vez mais a celebrar o dom da vida de todo o ser humano constituído em dignidade pelo próprio Deus. Ser imagem e semelhança do Criador significa que todo ser humano, independente de sua opção sexual, de seu gênero, é criatura amada por Deus. É a pessoa inteira, total, plena, que Deus quer, assim como o Cristo Jesus foi e nos convida a sermos no Amor. A dignidade que todos os batizados foram revestidos por Cristo não permite a exclusão de um só membro, mesmo que seja o mais pecador de todos, pois somos Seu próprio Corpo.

Acesse o artigo na íntegra : Comunicação SEXUALIDADE E PLENITUDE HUMANA

Lucas André Pereira da Silva

Bacharel em Filosofia e estudante de Teologia pelo Instituto de Filosofia e Teologia

Dom João Resende Costa da PUC Minas; seminarista da Diocese de Sele Lagoas – MG.

Fotos: www.facebook.com/pastoraldadiversidade.s.fco.chagas/

 

 

Voz do Pastor

Dom Francisco Cota

Dom Francisco Cota

Em 10 de junho de 2020 foi nomeado pelo Papa Francisco, o sexto bispo da Diocese de Sete Lagoas (MG).

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