Destaques Formação Permanente

Plano de Ação e Independência

O Evangelho de Lucas conta que para provocar uma reflexão das multidões que seguiam Jesus, a questão levantada sobre como enfrentar o adversário será fundamental. Um rei que marcha contra 20 mil tendo sob seu comando apenas 10 mil, cometeria uma imprudência. Seria melhor negociar a paz e garantir a vida, que simplesmente, por vaidade bélica, colocar em risco todos os seus. O relato está no contexto de um seguimento que precisa ser planejado, amadurecido, estruturado para garantir um caminho transformador, para não sermos cegamento levado. Corremos muito esse risco quando somos “massa”. Uma multidão sem protagonismo facilmente é manipulável. Somente quando a constituição de sujeitos autônomos, acentuadas as belezas das diversidades, oferece oportunidade de organização para um plano conjunto, é que todos ganham.

Com o acento colocado, nos últimos tempos, sobre o subjetivo e as responsabilidades depositada o tempo todo sobre o sujeito, desvalorizando as comunidades, as redes de trabalho, os coletivos; fica fácil manipular as multidões. O sentimento de culpa, de incapacidade, de desvalorização vai crescendo e a pessoa adoece fragilizada por uma falsa independência que lhe é imposta. A propaganda afirma que “você pode tudo”, “você consegue tudo”, “você é capaz”! Esse movimento cultural vai sendo introjetado e a independência é alcançada como sinônimo de poder, conquista, riquezas. Pouco valor tem, nesse processo, as relações humanas de justiça, de participação coletiva, de políticas públicas, de mobilização social.

Ao celebrarmos a Independência do Brasil, as multidões cristãs brasileiras poderiam dar uma passada pelo texto de Lucas. Sentir como as maiorias excluídas e pobres estão gritando por negociações de justiça e fraternidade. Debruçar sobre uma verdadeira independência que passa pela garantia de direitos e dignidade para todos. Está passando da hora de revisitarmos um PLANO DE AÇÃO que seja capaz de promover uma verdadeira INDEPENDÊNCIA. Não tenho dúvidas de que o caminho passa pela justiça, pela dignidade humano e pelo amor revelado por Jesus.

Padre Evandro Alves Bastos

Voz do Pastor

Dom Francisco Cota

Dom Francisco Cota

Em 10 de junho de 2020 foi nomeado pelo Papa Francisco, o sexto bispo da Diocese de Sete Lagoas (MG).

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