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“Quanto vale ou é por quilo”

“Quem legitima o culto, os ritos, a liturgia e o modo de governo exercido pela Igreja Católica? E quanto aos temas pautados para a teologia e a prática pastoral, quem os define e reproduz? Quanto aos costumes automáticos, do sacramentalismo às práticas populares, atendem a quem?” Estas são questões levantadas no livro “A humanidade de Jesus”, de José Castillo. Um texto precioso nestes tempos de reflexão e revisão das práticas institucionais e das provocações de Francisco.

Precipitadamente alguém pode dizer que a hierarquia é que define tudo isso e cabe aos leigos, seguir. Outros ousarão dizer que é resultado da história, ou que tudo isso é mantido pela fé do povo de Deus, ou por mera tradição. As respostas mais simples apontaram para o apelo de que “sempre foi assim”.

Todos os apaixonados pela caminhada de fé no testemunho que somos capazes de edificar na Igreja, sabem que não podemos parar no tempo. Os desafios pedem revisão de todas a ações e reconhecimento sincero das fragilidades de tantas páginas de interesses e vaidades, políticas e poderes.

A instituição é humana, e muitas vezes precisa impregnar-se, novamente, da humanização cristã. Renovar o ânimo e firmar novos passos. Reescrever projetos e voltar a sonhar com os que sonham, chorar com os que choram, lutar pela vida com todas as suas capacidades e forças.

É urgente promover o movimento maduro de transformação interna para uma transmissão revolucionária da profissão de uma fé que espelhada em Jesus, O encharcado de Deus, segue Seu anúncio e Seu trabalho nos convocando ao testemunho de que, o ser humano está acima do sagrado (Mc 2, 27-28), e que aquilo que é feito aos pobres é feito a Deus mesmo (Lc 6, 20-26).

Para começar um amplo debate sobre possíveis respostas aos desafios acima, recomendo um filme: “Quanto vale ou é por quilo”. Trata-se de uma produção que não fala diretamente das legitimações da prática eclesial. Fala da história viva de uma nação que nessa Campanha da Fraternidade está chamando a atenção do povo cristão, sobretudo os católicos em exercícios espirituais quaresmais, para o compromisso em defesa das políticas públicas. Um dos filmes mais fortes que já assisti e que servirá de elemento importante para um debate com argumentos que podem nos ajudar a abrir o leque do pensar, refletir e agir cristão.

Ilustração extraída da cena do filme “Quanto Vale ou é Por Quilo?” — Brasil, 2005.

Pe. Evandro Alves Bastos

(Ilustração de Capa: Joey Velasco)

Voz do Pastor

Dom Francisco Cota

Dom Francisco Cota

Em 10 de junho de 2020 foi nomeado pelo Papa Francisco, o sexto bispo da Diocese de Sete Lagoas (MG).

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