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Solenidade de Corpus Christi – Diocese de Sete Lagoas

Celebramos, no dia 16 de junho, a Solenidade de Corpus Christi, que sempre ocorre 60 dias após a Quinta-feira Santa, ou seja, após a Instituição da Eucaristia. A quinta-feira é o dia dedicado à Eucaristia, normalmente, nesses dias, as paróquias promovem adoração ao Santíssimo Sacramento e a benção do Santíssimo. Por isso, a solenidade de Corpus Christi é uma data móvel, ou seja, depende de quando ocorreu a Quinta-Feira Santa.  

Temos que celebrar com alegria a solenidade de Corpus Christi, pois ela é a razão da nossa fé, é a Festa do Corpo e Sangue de Cristo, aquilo que Ele nos deixou em memória na última ceia e o que recordamos em toda a Eucaristia. Na oração do terço, nos mistérios de quinta-feira, que são os luminosos, o quinto mistério recorda a instituição da Eucaristia. Ele se dá em alimento a nós, é o verdadeiro pão e a verdadeira bebida que nos sacia para a vida eterna.  

Por isso, celebremos com alegria essa data, testemunhemos a nossa fé, participemos da missa e da procissão de Corpus Christi. Temos que aproveitar esses momentos para mostrar às pessoas a razão da nossa fé, em que cremos.  Por ser um dia santo de guarda, devemos ir à missa de preceito e participar da procissão.  

Esse ano, depois de dois anos de pandemia, as paróquias poderão celebrar melhor essa solenidade, confeccionarão os tapetes de Corpus Christi e as igrejas poderão ficar cheias de fiéis. É bonita a procissão de Corpus Christi ao final da tarde, o povo de Deus com as velas acesas, cantando, rezando e testemunhando a fé, e à frente o Santíssimo Sacramento. O Ostensório tem a forma de um “sol” que vem para iluminar as nossas vidas, na procissão Ele vai à frente iluminando o nosso caminho e a nossa vida.  

Em nossa Arquidiocese, o tema da Solenidade de Corpus Christi é “Pão em todas as mesas”, e o lema é “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles” (At 2,46). 

Sem a eucaristia, a Igreja não existiria e sem os sacerdotes não teríamos a eucaristia, por isso rezemos para que nunca faltem os sacerdotes para consagrarem a eucaristia para o povo de Deus e dessa forma a Igreja possa continuar a sua missão de testemunhar Jesus Cristo.  

A festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV, no dia 8 de setembro de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.  

Mas a data da solenidade de Corpus Christi surgiu quando a Igreja se deu conta de que era necessário que os fiéis sentissem a presença real de Jesus Cristo na hóstia santa. Entre as possíveis origens para a solenidade de Corpus Christi está a história de um sacerdote chamado Pedro de Praga, que questionava a presença real de Jesus Cristo na hóstia consagrada. Ele decidiu ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o dom da fé. Quando celebrava a eucaristia, no entanto, no momento da consagração a resposta veio como um milagre, a hóstia branca tornou-se carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, o sanguíneo e a toalha do altar. Diante desse fato, o Papa Urbano IV pediu que os objetos “milagrosos” fossem para Oviedo, na Espanha, em solene procissão, que foi a primeira com sinais de Eucaristia.  

A procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do povo de Deus, rumo à terra prometida, com a arca da aliança à frente, que para nós hoje é o Santíssimo Sacramento. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da Eucaristia, o povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo. O maná só saciava a fome naquele momento, o Corpo de Cristo nos sacia até a vida eterna.  

Portanto, o dia de Corpus Christi é uma oportunidade para os cristãos celebrarem um dos sacramentos que fundamentam a nossa fé católica, a Eucaristia. A expressão Corpus Christi vem do latim e quer dizer Corpo de Cristo.  Muito mais do que a ocasião das famosas procissões pelos “tapetes”, a data é um convite à reflexão sobre a obra que Jesus Cristo nos deixou. 

A solenidade de Corpus Christi leva-nos a entender sobre a partilha, pois da mesma forma que partilhamos a Eucaristia, temos que partilhar com os irmãos o pão material. Temos que estar atentos às necessidades do próximo.

Dessa forma, o feriado de Corpus Christi não é um feriado qualquer em que simplesmente estaremos de folga de nossos trabalhos, mas para o cristão esse feriado é um dia de ir à celebração eucarística, sair as ruas com o santíssimo Sacramento e testemunhar a fé em Jesus Cristo, vivo e ressuscitado presente na hóstia santa.  

A celebração eucarística é um “banquete” em que somos convidados a entrar e sentar para partilhar o alimento que é oferecido. Que tenhamos sempre a Eucaristia como nosso alimento. 

Celebremos com alegria a solenidade de Corpus Christi e testemunhemos a razão da nossa fé para todas as pessoas. Peçamos a Jesus que nunca falte esse alimento salutar para nós e que nos sacia até a vida eterna. 

Autor: Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Fonte: cnbb.org.br 

 

Corpus Christi pela Diocese de Sete Lagoas 

Celebrações presididas pelo bispo Diocesano Dom Francisco Cota de Oliveira

Celebrações pela Diocese

Crédito Foto de Capa: Alan Junio

Por Ascom Diocesana

Voz do Pastor

Dom Francisco Cota

Dom Francisco Cota

Em 10 de junho de 2020 foi nomeado pelo Papa Francisco, o sexto bispo da Diocese de Sete Lagoas (MG).

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